Repórter - Quais são as
articulações para a pré-candidatura de Geddel Vieira Lima?
Lúcio Vieira
Lima – Eu confirmo a pré-candidatura, que está vindo
da base para cima, ou seja, há uma vontade forte de estar na Bahia, pelo
desgaste do PT ao demonstrarem que não tem mais vontade de governar, pois não
há estímulos, estamos vendo a questão da violência intensa nas ruas, o
funcionalismo público insatisfeito, os professores também, obras inacabadas e o
governo sem se movimentar em nada, quando deveria erguer sua voz e resolver
essa problemática. O nome de Geddel está sendo bem aceito, visto que disputou a
eleição há quatro anos e realizou um excelente trabalho diante do Ministério da
Integração, onde trouxe recursos para a Bahia e para as grandes obras de
Salvador. O povo identifica em Geddel um homem capaz de ter uma voz forte para
defender a Bahia, além da sua capacidade demonstrada de trabalho que teve,
então, por isso, que cresce cada vez mais seu nome não somente nas pesquisas,
como dentre as lideranças e população da Bahia, no sentido de fazê-lo
governador.
Repórter - Haverá alguma
relação do PMDB com o DEM numa possível chapa com um integrante do partido
sendo vice-governador?
Lúcio Vieira
Lima - É preciso manter as oposições unidas, já que
todos sabem da força que o DEM possui na Bahia na Prefeitura de Salvador e de
Feira de Santana, e logicamente isso é reconhecido, então não se pode abrir mão
de ter uma candidatura do DEM na chapa, assim como de alguém de nome no PSDB.
Ainda estamos atrasando as conversas no sentido de que cheguemos a um consenso
e se possíveis ter as duas grandes lideranças hoje da oposição na mesma chapa,
no caso o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-governador Paulo Souto. Estamos
afunilando para em breve dar uma notícia boa não apenas para a oposição da
Bahia, mas para todo o povo baiano.
Repórter – O PMDB poderá se
juntar com outros partidos para caminhar juntos em 2014?
Lúcio Vieira
Lima - O PTN, PV, PPS, PPC, os partidos emergentes,
dentre outros importantes na política baiana, estão sendo contatados para uma
possível aliança e criação de grande frente de mudança no Estado.
Repórter – Qual a opinião
da oposição com relação a Rui Costa, escolhido pelo Governador Jaques Wagner
como pré-candidato do PT?
Lúcio Vieira
Lima - Não cabe à oposição comentar sobre essa
decisão, enquanto o PMDB acha que é muito melhor fazer uma discussão ampla
entre os partidos para que daí saia o consenso, o PT preferiu tirar alguém do
seu cargo e fazer uma imposição ao conjunto dos partidos. O governador achou
por bem escolher uma pessoa, não pelas suas qualidades ou representar o
conjunto dos partidos, mas por ser alguém que devido a ligação que tenha
por/com ele não importa se tem valor ou não, apenas que o defenderá na campanha
um governador de eventuais ataques e fará o governo do continuísmo, ou seja,
onde predomine a insegurança pública com jovens sem serem valorizados a ponto
do Ginásio de Cajazeiras até hoje não ter sido concluído, de não ter uma Vila
Olímpica, de não haver pista de atletismo, de abrir o noticiário e ver jovens
morrendo em chacinas, de assaltos a banco, dentre outros problemas sérios que
todos nós podemos ver. A saúde pública está um horror, as pessoas procuram as
unidades de saúde para realizar exames e não há vagas, chegando até a levar
anos para se marcar uma consulta, transferindo o direito de Deus de quem vai
morrer ou viver para o homem, se tem alguém com idade avançada, precisando de
um médico, não tem direito a UTI por que está perto da morte, então é colocado
um jovem no lugar. O direito a saúde é universal, todos tem direito
independentemente da idade, mas não é isso que está sendo feito. Jaques Wagner
escolheu seu candidato como aquele que não vai questionar e criticar, tendo que
cegamente defender o seu governo e continuar as práticas prejudiciais à Bahia.
Repórter – Como fica a
questão do PMDB ser vice de Dilma a nível nacional?
Lúcio Vieira
Lima - Não vejo nenhum problema, pois, por exemplo,
o partido Solidariedade a nível nacional declarou que a presidenta Dilma não
cumpriu um compromisso, chamando-a até de inimiga dos trabalhadores, e apoia o
candidato Aécio Neves (PSDB), porém na Bahia apoia o candidato do governador, é
justamente essa a estrutura política do nosso país, onde você não tem partidos
fortes, pois os 39 que existem não possuem identidade, sem projeto nacional, na
verdade é cada liderado por lideranças estaduais, o que leva a esses problemas.
Em Brasília, talvez, por que está tendo na verdade um levante pelo PMDB, que
possa até acarretar a não formalização da aliança, já que vemos aí um governo,
aonde a economia vai mal, houve um apagão, que levou a um racionalmente de
energia, temos a inflação, juros elevados dentre outras coisas. Não sabemos se
vai haver ainda essa aliança.
Repórter – E o PMDB em Santo
Antônio de Jesus?
Lúcio Vieira
Lima - No município a política está muito
interessante, visto que o PT apresentou uma candidatura, que inclusive o PMDB
participava da chapa, mostrando que discordava do projeto do atual prefeito
Humberto Leite, mas depois do resultado observamos uma briga de quem cumpriu e
não cumpriu a questão de entrega de cargos. O PT de Santo Antônio de Jesus
depois que perdeu a candidatura, negociou a troca de apoio por cargos e ainda vem
de público cobrar do prefeito, dizendo que ele descumpriu um compromisso de não
fazer o pagamento do que foi acertado. A que ponto chegou à política e depois
os políticos reclamam quando o povo mostra insatisfação e indignidade, quando a
população vai às ruas. O que está acontecendo na cidade é constrangedor e
triste para o Brasil, sendo um mau exemplo de fisiologismo de tome lá, dá cá.
Por sua vez o prefeito Humberto Leite (PDT) diz: ‘Se não pedir desculpas eu não
apoio o candidato do PT’, a coisa é feita de maneira tão descarada que é levado
a público. O que leva a pessoa a apoiar um candidato ao governo são os
projetos, as ideias e o que ele pensa para a Bahia e baianos, e não por receber
ou não um cargo e sim que mostre de que maneira resolverá os problemas do
estado.
Repórter - É evidente que o Governador Jaques Wagner já escolheu o nome do
seu pré-candidato. Do outro lado tem Geddel e Paulo Souto, mas quando será
realmente definido o candidato da oposição?
Lúcio Vieira
– Entregamos essa coordenação ao prefeito ACM,
que já conversou com o PMDB, e estou agora só aguardando que ele explicite o
resultado dessas conversas, então eu creio que no momento adequado, de maneira
democrática e compartilhado, ele apresentará esse nome.
1. Redação Voz da Bahia - Letícia Oliveira
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